
A administração Trump implementou na terça-feira uma série de sanções moderação conteúdo contra cidadãos estrangeiros envolvidos na moderação de conteúdo online. Essa medida visa retaliar figuras-chave da União Europeia e pesquisadores anti-desinformação, gerando um alerta global sobre a liberdade de expressão e a governança da internet.
O Contexto das Sanções à Moderação de Conteúdo Digital
O Departamento de Estado dos EUA anunciou restrições de acesso ao país para cinco indivíduos, incluindo o ex-comissário da UE, Thierry Breton, e quatro proeminentes pesquisadores. Marco Rubio, Secretário de Estado, alertou que a lista pode ser expandida, caso outros atores internacionais não mudem de curso.
Essa ação se alinha à retórica republicana contra o que chamam de “Complexo Industrial da Censura Global”. O movimento visa combater esforços de verificação de fatos e pesquisa de desinformação em redes sociais, ecoando a visão de figuras como Jim Jordan.
Principais Figuras Afetadas pelas Restrições de Entrada nos EUA
Entre os banidos, está Imran Ahmed, chefe do Center for Countering Digital Hate (CCDH). Sua organização atua no combate ao discurso de ódio online e já enfrentou ações legais do bilionário Elon Musk, que buscou censurar o CCDH, mas teve seu processo rejeitado.
Thierry Breton é reconhecido como o “mentor da Lei de Serviços Digitais (DSA)” da UE. Ele é conhecido por suas advertências a Elon Musk sobre as obrigações legais da plataforma X em relação a conteúdo ilegal e desinformação, especialmente em eventos transmitidos ao vivo com figuras políticas.
Outros pesquisadores afetados incluem Anna-Lena von Hodenberg e Josephine Ballon da HateAid, que tentaram processar a X por falha na remoção de conteúdo antissemita. Clare Melford, da Global Disinformation Index, que trabalha para “consertar os sistemas que permitem a desinformação”, também está na lista.
Implicações e o Futuro da Regulação Online
As sanções moderação conteúdo representam uma escalada nas tensões entre o governo dos EUA e os esforços globais para regular o conteúdo digital. Elas levantam questões significativas sobre a extraterritorialidade das leis e a proteção de pesquisadores e reguladores.
Anteriormente, o Departamento de Estado já havia considerado rejeitar vistos H-1B para profissionais de moderação de conteúdo. Além disso, o Escritório do Representante Comercial dos EUA ameaçou retaliação contra gigantes europeias de tecnologia, alegando atividades “discriminatórias” na regulação de plataformas americanas.
Essas ações sugerem uma postura cada vez mais confrontante por parte do governo Trump em relação à governança da internet e à aplicação de sanções moderação conteúdo global.
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