Last Samurai Standing: Ação Cinética e Coreografia Precisa

A série Last Samurai Standing da Netflix redefine o gênero Battle Royale com uma premissa familiar de samurais desesperados, mas entrega uma violência caótica e cinética. O diferencial está na coreografia meticulosa que eleva a experiência a um novo patamar, superando suas inspirações.

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Image: Netflix

O Mestre por Trás da Ação em Last Samurai Standing

Junichi Okada não é apenas a estrela e produtor de Last Samurai Standing, mas também o visionário “action planner”. Sua função abrange desde a concepção do roteiro até a execução das cenas, garantindo uma integração perfeita da ação com a narrativa.

Okada colabora intensamente com todas as equipes, desde câmera e figurino até maquiagem e edição. Ele garante que cada sequência de luta seja coesa e ressoe com o tom geral da produção, criando um espetáculo cinematográfico.

Dança e Disciplina: A Base da Coreografia de Okada

Sua vasta experiência em artes marciais, incluindo Kali, Jeet Kune Do e múltiplos cinturões em jiu-jítsu, é fundamental. No entanto, Okada destaca a dança, sua vivência como membro do grupo J-pop V6, como crucial para o controle rítmico do corpo.

Essa bagagem permitiu a Okada entender a movimentação diante da câmera desde jovem, assegurando coreografias seguras e impactantes. Ele transitou de ídolo pop para um ator de ação reconhecido, estrelando épicos e filmes de ação.

“O que me importa é se o público sente que ‘este homem realmente vive aqui como um samurai’.”

A Filosofia por Trás das Lutas Intensas

Okada busca que o público sinta que seus personagens “realmente vivem como samurais”. Ele infunde respeito pela história e um estudo profundo dos personagens nas cenas de combate.

Seu objetivo é entreter, focando em “dō” (movimento, para não entediar) e “ma” (o vazio ativo que conecta os momentos frenéticos). As lutas são diálogos sem palavras, onde cada golpe tem um propósito emocional e narrativo.

O Duelo de Shujiro e Sakura: Um Exemplo de Maestria

O combate entre Shujiro e seu antigo camarada Sakura em um cofre de banco ilustra a complexidade da coreografia. Começa com uma quietude tensa, explodindo em um duelo de velocidade surpreendente.

A luta progride de espadas que se estraçalham para armas improvisadas, revelando a ferocidade e desespero dos personagens. É uma dança brutal de teimosia e vontade, culminando em uma batalha visceral.

A still image from the Netflix series Last Samurai Standing.
Image: Netflix

Inovação e Respeito à Tradição

O ritmo das batalhas em Last Samurai Standing é moldado por fatores físicos e emocionais, adaptando-se à habilidade e ao ambiente. É a colisão entre a precisão e a brutalidade, a experiência e a inexperiência.

Okada promove a colaboração da equipe, refinando conceitos com base em ideias coletivas e sua própria coreografia. Ele deseja explorar mais o “sei” (quietude) em futuras temporadas, adicionando um toque de drama clássico.

Os momentos de introspecção, como Shujiro observando Futaba Katsuki dançar, enriquecem a ação. Essa é a essência da série: equilibrar o legado japonês com a inovação, impulsionando a mídia japonesa para o cenário global.

Com uma segunda temporada já confirmada, Last Samurai Standing promete continuar sua jornada, elevando o padrão de qualidade e a profundidade narrativa no gênero. Junichi Okada e sua equipe estão redefinindo o que é possível na ação televisiva, com um respeito profundo pelas raízes culturais.

Fonte: The Verge

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